terça-feira, 15 de maio de 2012

Lisa De Leeuw - Uma mulher de peito

Sempre protuberante. Sempre dona da situação. Sempre poderosa.
Lisa De Leeuw tinha um estilo abundante. Seus seios fartos e nada siliconados surgiam nas telas de forma marcante. Quando ajudados por lingeries insinuantes, eram invariavelmente empaudurecedores. Às vezes, já livres de amarras e laços de cetim, os mesmos peitos surgiam mais moles e suscetíveis às leis da gravidade, mas nem por isso menos interessantes.
É antológica a cena de um curta clássico da Swedish Erótica em que Loni Sanders se esbalda nas tetas de Lisa, mamando com vontade e se surpreendendo com o tamanho do que tinha em mãos.
Lisa possuía sempre uma forte presença em cena, sendo uma das ruivas mais sensuais da fase clássica da pornografia americana. Seu ar superior, de quem sabe sempre o que está fazendo, transmitia um tom maternal-dominador que parecia enfeitiçar seus parceiros e parceiras em cena.
Lendas dizem que ela foi a primeira  atriz da era dourada da pornografia amerciana a morrer de AIDS, mas a informação é controversa e outras fontes a mantêm viva até hoje.
Outro mistério que nunca consegui solucionar é se o seu sobrenome se escreve junto ou separado...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sweetheart – Um filmeco doce amargo

O filme começa promissor, com McBain e o seu jeito guloso de chupar... Pena que seu companheiro seja um bosta que não gosta de ser acordado com um boquete. Quem em sã consciência não gostaria de ser acordado com um boquete? Ainda mais de Suzanne Mcbain?
Mas tudo bem, o desdém do mané é o pretexto da pseudo-história, já que ele tem uma amante e por isso pretende se livrar de sua esposinha querida.
Ao mesmo tempo, temos um casal inter-racial de bandidos, que invade a casa da Suzanne enquanto ela se masturba e flasbackeia. Tudo, aparentemente, para usar cenas de arquivo de outras fodas de Suzanne, bem mal-editadas...
Aliás, o filme peca pela falta de história. E de sentido, mesmo. Numa hora, a loirinha e o negão estão forçando Suzanne a trepar com eles... noutra, ela tem outro flashback de uma DP também forçada, ou assim me pareceu.
Pior que isso só mesmo a trepada inexpressiva do maridão de Suzanne com a outra (Terri Hall) - que certamente lidera a lista de trepadas inexpressivas da história do cinema pornô. A edição é terrívi. Tudo desfoca, inclusive uma DPP mal-filmada da Mcbain (sim, ela tá em todas) onde um dos caras mantém a mão na própria bunda, tapando a cena. Tudo isso junto com diálogos horríveis e situações sem nenhum senso de ridículo. A trama é uma salada de crioulo-doido mesmo, misturando assaltantes e planos de assassinato, simulacros de SM, e um desconfortável sexo acorrentado à uma árvore. Tudo isso com olhares pra câmera e um final estúpido.
Pra dizer que nem tudo é esquecível, temos um boquete bem filmado, e bem entusiasmado, de Jean Jennings – a loirinha do mal. E algumas trepadas ao ar livre com direito até a mosquitinhos passeando por áreas de atrito!

Sweetheart (1977)
Direção: Bo Koop
Elenco: Suzanne McBain, Terri Hart, Jean Jennings

Getting Off – Uma colagem excitante e abusada

“Getting Off” é um belo filme estranho. Parece uma coletânea meio que amarrada por um roteiro pra parecer uma história só – ainda que o iafd diga que o filme não é compilação. Começa com Pat Manning, uma cafetina (suponho) apresentando sua nova pupila, Desiree Cousteau, para um cliente. Desiree parece não saber direito das coisas, então Pat aproveita para relembrar de outras antes delas – pretexto para inserir cenas de sexo sem muito nexo. Enquanto isso, Desiree é submetida a testes como enfiar uma rosa com espinhos em sua vagina ou fazer pipi no chão. Detalhe: neste filme, Desiree está especialmente bonita, bem produzida e submissa na medida.
A primeira cena externa aos acontementos principais nos trás Crystal Royce, que mesmo com apenas este filme e mais um no currículo, mostra que sabe mandar ver direitinho. Sem falar que ela tem uma bundinha que não é dela! Delicinha msmo. E na hora da porra, ela engole tudo com uma língua muito habilidosa. Só o que não convence ninguém é a troca de metedores durante a bimba.
Já na segunda cena, também com Crystal, ela divide Mark Ranger com uma ilustre desconhecida, que parece realmente acanhada ou travada diante das câmeras. Mas Crystal dá conta do recado e faz com que a falta de jeito da parceira também se torne excitante. Destaque para a ejaculação, onde a amiguinha de Crystal fica por baixo e parece não saber o que fazer com toda porra que escorre por seu rosto, olhos e tudo mais. Crystal, obviamente, passa a língua em tudo.
Em seguida, Pat obriga Desiree a fazer xixi numa plantinha. Vale pela curiosidade.
A parte com Serena e a desconhecida Kathy Kaufman é deliciosa também, ainda que eu não entenda o contexto da coisa nem a edição meio que desconexa. Mas ver a tal Kathy fumando piteira enquanto Mike Ranger se afunda num cunnilingus daqueles, enquanto Serena lambe um dos pilares da cama é algo de memorável. Outra cena de destaque é um foot fisting pra lá de quente.
Em seguida, temos a sequência mais nada a ver de todo filme, quase que confirmando a colcha de retalhos que ele é: um ritual satânico com um capetão negão traçando uma morena pelos gradis da cama enquanto duas seguidoras do culto são as responsáveis pelas preliminares.
Já na cena posterior, a coisa volta a esquentar. Connie Peterson brinca com um dildo comprildo, enquanto Amanda Blake brinca com a própria bucetinha. Depois, ela segura a jeba de Mike Ranger para Connie chupar. Os ângulos e close-ups deixam, tudo mais excitante. E nem a Connie olhando pra câmera e pro diretor estraga o clima.
Na sequência de encerramento, Pat introduz o botão de rosa no botãozinho de Desiree. E o ângulo – perfeito – deixa tudo ainda mais quente. Depois, ela é punida com requintes de excitação: é acorrentada de pé e recebe a rola de John Leslie assim mesmo. O boquete de cachorrinho de Desiree também é algo de sensacional.
Finalmente, temos uma bimba dispensável de John em Pat e o facial não tão sensacional de Desiree. Mas para um filme estranho assim, o saldo é altamente favorável.

Getting Off (1979)
Direção: Hayes DuPree
Elenco: Desiree Cousteau, Crystal Royce, Connie Peterson, Amanda Blake, Serena, Pat Manning, Kathy Kaufman, Maria Arnold, Jewell Bryght, John Leslie, Mike Ranger

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Tamara Longley – A Voz da Sensualidade

Estrela da “Era Vídeo”, onde a qualidade dos roteiros e das produções não era lá muito decente, Tamara sempre se destacou por ser sexy, ter um corpinho esguio e uma bundinha bem decente (a qual ela liberou um par de vezes).
Mas era a sua voz que realmente marcava presença e excitava os taradões de plantão. Com seu timbre grave, rouco, forte e incomparável, Tamara fazia uma diferença e tanto em meio a tantas taquaras rachadas do meio. Seus blowjobs, sempre memoráveis e gulosos, demonstravam o quanto ela gostava de ter um bom volume dentro da boca. Além de se esbaldar em belos faciais.
Seu estilo, por vezes blasé, somado à voz grave, criava um ar de superioridade que Tamara valorizou em muitos filmes. Ela também parecia apreciar bastante as sequências lésbicas, fazendo bonito com Kristara Barrington, Bunny Bleu, Lois Ayres, Erica Boyer e muitas outras. Por essas e outras que Tamara dá o tom, e a voz, da pornografia americana nos anos 80.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

From Holly With Love – Um filme, muitos equívocos, nenhum tesão

O filme é de 1977, mas parece do começo da década. Isso porque é deveras amador. A iluminação é frágil, a câmera raras vezes consegue manter o foco e a edição intercala dois ou três closes genitais por vez, sem privilegiar planos mais abertos ou expressões faciais, que são o que realmente excitam em última instância. A primeira cena mostra a prostituta caloura Holly (Bethanna) satisfazendo o seu primeiro cliente. A escuridão no quarto e a rapidez do sexo custam a levantar a nossa moral.
Em seguida ela começa a contar a triste história que a levou até ali. Ela morava com sua irmã (Crystal Sync) e o marido taradão (R. Bolla). Este casal, inclusive, perpetra uma das cenas de sexo mais sem graça e sem sal de toda história das trepadas filmadas. Sei que foi de propósito, no “contexto” da história, mas por favor... Os três seguem então para uma casa de praia. Lá, Holly conhece dois caras e uma garota, mas não transa com nenhum deles. O trio sem Holly passeia de barco e manda ver num triângulo que... é apenas sugerido. Não mostram nada!
À noite, na casa, Holly se masturba, com direito a uns closes ginecológicos desnecessários. Enquanto isso, a irmã faz um boquete meia-boca no maridão. Este precisa voltar pra cidade, e lá atender uma viúva fogosa: Marlene Willoughby. Mas novamente, as escolhas equivocadas da direção e edição comprometem a cena: num momento eles estão se beijando, ainda de roupa, para em seguida continuarem o beijo já nus. E assim perde-se a chance de ver a Marlene se despir e nos excitar. A câmera fixa e a edição desenvontrada estragam o resto. Sem falar na trilha melosinha que percorre todo o filme e se revela totalmente inadequada.
À noite, Holly se masturba novamente, desta vez no banheiro. Nada de mais. Em seguida, as irmãs recebem visitantes noturnos. Holly fica só no sexo oral, enquanto a irmã faz sexo com um ejaculador precoce – só isso para justificar a rapidez da foda. E a sem-gracice da mesma. O cinegrafista parece não saber mexer a câmera, e se fixa em pontos inadequados. Triste.
A irmã então relembra a sua primeira trepada e, surpresa, é tão sem-graça quanto todas as outras. Temos então umas cenas no barco, intercaladas com mais uma modorra de conversas e tentativas frustradas de sexo entre o casal tosco. Já no barco, pelo menos, tudo é mais claro. Mas as cenas de sexo são rápidas e nada empolgantes. Na primeira foda, a amiguinha praiana (Patty Boyd) pelo menos boqueteia até o fim. Em seguida Holly transa daquele jeito desanimado de sempre. E com aquela música irritante de sempre. E a gente começa a implorar pelo fim do filme, constatando que, muitas vezes, um pornô sem história é mesmo a melhor opção...

From Holly With Love (1977)
Direção: Roberta Findlay
Elenco: Bethanna (como JoAnna Miquel), Crystal Sync, Marlene Willoughby, Patty Boyd, R. Bolla

Marlene Willoughby – A magrela que sabia ser gostosa

Marlene tinha um sobrenome complexo, que eu sempre achei meio sem nexo. Isso porque, na realidade, era a Marlene quem deveria adotar o nome de Seka. Afinal, ela sempre foi uma vara-pau. Magra como um palito, com pernas esguias e braços finos, Marlene fugia completamente do perfil das pornstars voluptuosas e de peitos abundantes. Ela na verdade tinha nada de bunda, dois caroços de azeitona fazendo as vezes de seios e muita pouca carne à mostra. Ou seja, a única coisa que sobrava nela eram os ossos salientes.
E mesmo assim, Marlene fez historia na pornografia mundial, interpretando desde tipos aristocráticos até sapatonas clássicas. Difícil mesmo era vê-la no papel de mocinha inocente e casta, talvez porque ela não fosse nada disso.
Marlene era gulosa, safada e sabia compensar a sua secura com muita habilidade. Seus boquetes eram sempre caprichados e suas fodas eram verdadeiramente ardentes. Lembro ainda de duas sequências lésbicas antológicas: uma com Jennifer Welles em “Inside Jennifer Welles” e outra com Bridgette Monet, no número 34 da série Swedish Erotica. Se não era uma beldade, com corpão de mulherão, Marlene conseguia se sobressair no mercado pornô com muita classe, elegância e metelança de primeira.

Senta no Meu, Que Eu Entro na Tua – Um título que dispensa comentários

Os filmes pornôs brasileiros sempre primaram pelo humor, voluntário e involuntário. O voluntário geralmente começava pelo título e seguia pelas tramas absurdas e divertidas. Mas era o humor involuntário que conseguia ser ainda mais engraçado. Diálogos prafrentex, galerinha “liberal” que mandava ver sem cerimônias, dublagens toscas e risíveis, e a quebra (na base da marreta) da tal quarta parede.
Neste filme, temos duas histórias. A primeira é sobre uma buceta que começa a falar (será que inspirada no francês “Le Sexe Qui Parle”?) e que atordoa (mas nem tanto) a vida de sua dona, vivida pela delicinha Sílvia Dumont (que até parece a versão brasileira da Tawny Pearl). Pena que na hora do vamos ver ela seja um tanto quanto inexpressiva. A empregadinha da história, entretanto, se entrega com mais paixão. Tanto que parece ter sido contratada apenas pelos belos boquetes “deep throat” que proporciona ao patrão e visitantes. Pro fim, é preciso dizer que a amiga Juliana (uma cópia da Veronica Hart) manda muito bem como coajuvante de luxo. A história segue com seu jeitão surreal, até que, na hora em que o fiofó decide falar também, o riso, voluntário e/ou involuntário, torna-se inevitável.
Dito assim, parece bom demais. Mas calma.
A história segue com seu jeitão surreal, até que, na hora em que o fiofó decide falar também, o riso, voluntário e/ou involuntário, torna-se inevitável. A segunda história vai ainda mais fundo (ops!) na surrealidade, com a história do pau que nasce na cabeça de Germano Vezani. O filme segue com sequências hilárias, que envolvem consolos na porta, sexo oral submarino, rosas na bunda, ejaculação fake com pau mole e muito mais. Mas hilário mesmo é o papo-aranha que o “unicórnio” usa para traçar o rabo da empregada. Ou a desculpa esfarrapada para comer a médica especialista (Sandra Midori). As cenas de sexo são rápidas, em sua maioria, além de faltar um certo cuidado nas composições. Ainda assim, Ody Fraga dirige com competência e ritmo, se compararmos com outras sacanagens toscas do período. E o humor latente torna tudo mais decente. Ou indecente, como queiram.

Senta no Meu, Que Eu Entro na Tua (1985)
Direção: Ody Fraga
Elenco: Sílvia Dumont, Germano Vezani, Sandra Midori, Débora Muniz

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Afternoon Delights – Tardes repletas de putaria

Um filme classudo e decente. A trama mostra um grupo de amigos que sempre se reúnem para jogar poker. O anfitrião então sugere outra “diversão”: cada um escreve uma tara de sua respectiva ex-mulher e, sem identificação, todos os podres são lidos à mesa.
A primeira cena mostra Merle Michaels infeliz em casa. Então ela resolve se divertir um pouco. A masturbação dela é divina, assim como o boquete duplo e o consequente threesome com dois trabalhadores da construção civil. O cuidado com os planos se revela nas tomadas inusitadas que valorizam os pés de Merle, as mãos e sua bela bunda ao receber as “ondas de choque”. Sem falar no facial feliz. E tudo embalado por uma trilha sonora composta por música clássica.
Na sequência, vemos um dentista e sua assistente se aproveitando de Veronica Hart. Novamente, closes cuidadosamente escolhidos valorizam a cena, com destaque para as mordiscadas de Diana May no biquinho do seio de Veronica, e também do pé dela fazendo movimentos circulares sobre a “piazinha de cuspir”. Nem mesmo o equipamento de anestesia no nariz de Veronica estraga a cena.
Depois, temos Vanessa del Rio entrando num cinema pornô e se entregando a um gang bang muito mais excitante do aquele na tela do cinema. Tudo com trilha setentista estilo abertura do seriado “As Panteras”. Ainda assim, é a cena menos estimulante do filme até aqui, talvez pelo áudio da foda surgir em loop e incomodar um pouco. 
Logo depois Samantha Fox surge como uma mulher recatada que se revela um sadomasoquista nazi-fascista. Divertido de ver. Pena que o clímax não é lá muito decente.
Pra finalizar, temos Serena se aventurando numa DP meio canhestra. Por conta disso, podemos dizer que o tesão do filme segue ladeira abaixo, em vez de vir num crescendo, como seria o mais lógico. Mesmo assim, a qualidade das sequências iniciais compensam os escorregões finais...

Afternoon Delights (1980)
Direção: Warren Evans
Elenco: Vanessa del Rio, Merle Michaels, Samantha Fox, Diana May, Veronica Hart, Robin Sane, Serena, Ashley Moore, Christie Ford, Eric Edwards, Georgette Saunders

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